Entrevista: Irada! A cerveja da praia
BE Irada mochila

Hoje batemos um papo com Felipe Nogueira, um dos sócios da Cerveja Irada!, a sensação do verão carioca.
Eles criaram uma empresa para vender cerveja artesanal para os banhistas das praias do Rio de Janeiro. 
E tem coisa melhor que uma cerveja de qualidade, na temperatura certa, nas areias da cidade maravilhosa?

TB: Como surgiu a ideia da Cerveja Irada?
Felipe Nogueira: Dois dos sócios, o Flavio e o Pedro, ja tinham vontade de lançar um negócio ligado a cerveja artesanal. E eu trouxe a motivação do mercado praia.
Por que não uma artesanal na praia, certo?
Nós somos bebedores de cerveja artesanal e sentíamos falta desta opção em um local tão popular.
Mas a garrafa de vidro, tão comum nas cervejas artesanais, não é uma opção porque a legislação local não permite. Então você não pode usar uma long neck, nem uma garrafa de 600ml. Não pode ter vidro circulando na areia. Isso a lei não permite.
Aí veio a ideia da mochila! Eu lembrava das mochilas do Rock in Rio e do Lolapalooza. Entramos em contato com a empresa fornecedora e começamos a utilizar esta opção para nosso produto chegar aos banhistas.
A mochila na verdade, viabiliza a ideia.
Foi assim que surgiu!

TB; E de onde veio o nome Irada!?
Felipe: Na verdade a gente passou por um processo seletivo de quase 40 nomes. Tivemos que criar um método para chegar nos melhores nomes.
Mas o nome Irada! ganhou por ser uma expressão local que leva um pouco do estado de espírito que queremos passar, o alto astral.
Em qualquer mesa de amigos que você sentar no Rio, se ninguém usar a expressão, você está na mesa errada!! Não tem jeito…. e é sempre com a conotação de algo positivo…
Não tinha como ser outro nome!!!

TB: Mas com o calor do Rio, as mochilas seguram bem a temperatura?
Felipe: A perda de calor é pequena. Óbvio que se você pegar um dia de praia quente e com pouco movimento, pode ser que a cerveja esquente um pouco. Mas nossos vendedores já estão instruídos a voltar e trocar a mochila.

TB: E como foi a recepção do mercado?
Felipe: Colocamos a cerveja no mercado e deu muito certo. Todas as pessoas receberam a novidade de forma incrível nestes últimos três meses.

TB: Qual a relação de vocês com o Malvino Salvador?
Felipe: O Malvino é sócio da marca. Além de grande amigo e um ótimo ator, ele é um excelente empresário.
Somos amigos há muitos anos. Eu o convidei pra participar, expliquei a ideia e ele aceitou na hora. 
Ele participa bastante, especialmente em momentos capitais, em todas as decisões estratégicas.

TB: Como vocês escolheram o estilo da primeira cerveja?
Felipe: Praia, né? Uma cerveja leve, sem o amargor excessivo, pouco lupada, sem muita frescura.
Uma cerveja mais parecida com o que o povo já está acostumado, com uma maior qualidade.
Formos um pouco mais conservadores…

TB: Vocês deram um tempo nas vendas nas praias, certo?
Felipe: Demos apenas um intervalo na operação praia para nos estruturarmos, arrumarmos a nossa casa porque tudo cresceu muito rápido e tomou uma proporção grande, nos deixando um pouco desarrumados.
A operação praia consume muito por ter uma logística brutal, cheia de detalhes: mão de obra, gelo, acordo com barracas. Todos pequenos detalhes, que ao longo da semana, dão muito trabalho.

TB: E os planos futuros para a marca?
Felipe: Agora estamos preparando uma série de novidades: entregas em casa, aplicativo da marca, e-commerce…muita coisa bacana vem por aí.
Estamos preparando um novo ciclo de novidades que vem com muita coisa nos próximos meses.
Esta semana já iniciamos os novos projetos com o lançamento da nossa cerveja em garrafa.
Lançamos ontem em um bar no Leblon.

TB: E a praia, como fica?
Felipe: A praia não será o nosso único mercado.
É uma vitrine para nós, é a ponta do iceberg. Ela nos permite concretizar a visão da nossa marca, atender nossos clientes…mas a praia é aquela coisa: tem a mãe com o filho, tem a tia, a avó….
Todo mundo como biscoito globo, toma sorvete e come esfiha…mas nem todo mundo toma cerveja, né?

TB: Vocês tem planos para novas cervejas?
Felipe: Temos sim um plano para novas linhas da Irada…não sabemos direito ainda o que vem, se vem uma APA, IPA ou uma Weiss... mas novas linhas vem por aí.

TB: E a expansão? Quais são os planos? Vocês tem metas para outros estados?
Felipe: A gente tem recebido muita solicitação de franquias, pessoal querendo levar nosso negócio para outros estados.
Mas a logística envolvida é brutal, o negocio é absurdamente complexo…em todos os sentidos.
Operação na praia não é para iniciantes. Ja foi brutal o esforço para duplicar a operação do Leblon em Ipanema. Imagina expandir para outro estado!
Mas já temos isso como dever de casa: encontrar um modelo para que o desdobramento deste negócio se torne possível em outras regiões.

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