O Brasil entrando no mapa das cervejas artesanais
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Apesar do mercado de cervejas em geral no Brasil ser o terceiro colocado no ranking mundial com mais de 13 milhões de litros produzidos, o mercado de cervejas artesanais ainda é muito pequeno.

Mas as artesanais seguem crescendo a cada ano, criando um mercado muito interessante para novos investidores. Já são mais de 300 micro cervejarias registradas (e muitas outras sem registro), com empresas crescendo a taxa incríveis de mais de 40% ao ano.

Um dos reflexos deste crescimento é o interesse crescente das grandes cervejarias artesanais internacionais nas exportações para a região.

E este interesse aproxima os produtores mundiais dos produtores locais, criando um espaço muito grande para colaborações, algo tão tradicional entre as empresas deste mercado ao redor do mundo.

Aqui seguem algumas das principais colaborações que chegaram com grande sucesso ao mercado nos últimos tempos:

EXTRA FANCY IPA: A Cervejaria Tupiniquim é uma das que mais se aproveita do momento de ebulição do mercado brasileiro para fazer estas parcerias. Esta é uma American India Pale Ale tradicional, com lúpulos Centennial, Northern e Cascade. Mas com um leve twist: limão Tahiti (o bagaço do limão é adicionado no dry-hopping) Uma colaboração dos gaúchos da Tupiniquim com Jeppe Jarnit-Bjergsø, da EvilTwin Brewing.

SAISON DE CAJU: Mais uma receita feita pela Cervejaria Tupiniquim em colaboração com cervejarias consolidadas no mercado mundial. Desta vez, junto com Brian Strumke, da americana Stillwater Artisanal, o resultado é uma saison levemente alcoólica com duas frutas típicas brasileiras: caju e manga.

LOST IN TRANSLATION: A segunda parceria dos gaúchos da Tupiniquim com o dinamarquês Jeppe Jarnit-Bjergsø, da EvilTwin Brewing. Esta receita reúne malte de cevada, malte de trigo, aveia, lúpulo e Brettanomyces, a tradicional levedura encontrada nos arredores de Bruxelas.

POLIMANGO DOUBLE IPA: Mais uma colaborativa da Tupiniquim, desta vez com Henok Fentie, da cervejaria sueca Omnipollo. O resultado da parceria é uma cerveja bem amarga e forte, com um ingrediente inusitado: farinha de polenta.

O GRANDE ENCONTRO: Esta cerveja já é uma parceria entre três cervejarias. Uma Quadruppel com açúcar mascavo, colaborativa entre as brasileiras Colorado e Tupiniquim, e a norueguesa Nøgne Ø.

YBA-LA: Outra cerveja feita entre as brasileiras Colorado e Tupiniquim, e a norueguesa Nøgne Ø. Uma cerveja Saison, com malte de trigo e aveia, além de Avaia, uma fruta ácida que traz uma sensação de frescor única para a cerveja.

6 O’CLOCK: Esta é uma IPA equilibrada que representa muito bem o estilo das cervejas com alto teor de lúpulo que os americanos tanto amam. Uma cerveja criada em uma colaboração da cervejaria brasileira Invicta com os norte americanos da Sixpoint.

HELLO MY NAME IS ZÉ: Uma cerveja dos cariocas da Duas Cabeças. Desta vez a parceria foi feita com os escoceses da Brewdog. Uma receita muito interessante: uma IPA com a adição e infusão do maracujá, uma fruta típica brasileira, realçando os sabores e aromas cítricos dos lúpulos americanos.

SAISON DE CAIPIRA: Uma parceria da cervejaria mineira Wals (recém comprada pela Ab Inbev) com um dos ícones do movimento das cervejas artesanais nos Estados Unidos: Garrett Oliver, da Brooklyn Brewery. Uma Saison com um twist brasileiro: garapa, o caldo da cana de açúcar.

PARCERIA PETRÓPOLIS E TERESÓPOLIS: A ultima novidade é a colaboração anunciada entre a Bohemia e a cervejaria Therezopolis. A ideia é a criação de uma Trippel com casca de ponkan e com grãos defumados na folha da fruta.

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