Alsácia e suas cervejas - Parte 02

Este é o segundo post da nossa viagem a região francesa da Alsácia. (Confira aqui o primeiro post).

Uma região muito bonita e única, que por ter sido parte do território alemão, possui uma cultura que uni o melhor dos dois países.

Saímos da cervejaria Saint Louis e partimos direto para a cidade de Colmar. Uma viagem curta de menos de uma hora.

Uma das mais belas cidades francesas, e uma das principais da região da Alsácia, Colmar tem um centro histórico muito conservado e belo, com inúmeros prédios muito bem conservados.

A cidade fica situada na rota dos vinhos da Alsácia e é considerada por muitos a capital dos vinhos da região.

Outra característica que deixa a cidade mais bonita é o canal que passa por dentro da cidade e que a conecta com o rio Reno. Realmente vale muito a pena conhecer esta cidade.

E com a ajuda de nosso amigo Stéphane Bouffier, do blog “La Bière d’Alsace”, descobrimos a loja Au Brin de Paille, que fica bem no centro da cidade e que oferece todas as cervejas da região. O preço é um pouquinho mais caro do que nas cervejarias, mas você tem a comodidade de encontrar todas as cervejas no mesmo local.

Lá encontramos cervejas de outros produtores regionais que vale a pena mencionarmos aqui. 


Provamos uma bela cerveja tripel da cervejaria Matten e a Bendorf tem alguns rótulos bem interessantes também.

Na nossa andança pela cidade, encontramos um bar muito interessante: Café Jupiter. O bar era chamado Café Leffe e tem inúmeras opções de rótulos da empresa dona das marcas, AB InBev.

Mas o bar não se limita a rótulos da empresa. Tomamos uma das minhas cervejas quadruple favoritas, a Straffe Hendrik.

Provamos também uma versão especial da Leffe, a Rituel: uma cerveja um pouco mais amarga que a normal, com notas interessantes de especiarias.

Apesar do preconceito de alguns, o bar é uma ótima parada para se tomar uma bela cerveja e provar uma das especialidades da região, a Tarte Flambée, que é um espécie de pizza com massa bem fininha e com molho branco, ao invés do molho de tomate.

No dia seguinte fomos conhecer a cervejaria Sainte Cru, uma das mais novas produtoras da região, que se inspira muito nas cervejarias modernas americanas e belgas para criar seus rótulos.
A Sainte Cru esta sempre aberta de sábado para voce fazer uma visita, conhecer o processo de produção, fazer uma degustação e comprar suas criações para levar para casa. Quando chegamos lá, tivemos o prazer de conhecer Vivien Remond, o dono da cervejaria que pode nos dar uma ideia muito boa de seu projeto.

O mais impressionante que os tanques de fermentação utilizados na produção são de fabricação própria, Um belo trabalho que mostra a apreciação do trabalho manual que o velho mundo tem.

Provamos algumas cervejas muito interessantes que mostram as influências das outras escolas, não somente a alemã, em seus rótulos.

A primeira foi a Tempete du Desert, uma típica IPA muito aromática e saborosa. Um belo equilíbrio entre o amargor e as notas refrescantes.

Depois provamos uma cerveja muito boa, a Antisociale. Ela é uma black IPA que tem o saboroso amargor da Indian Pale Ale, com notas defumadas que a tornam muito diferente.

Tomamos também a Pale Ale e a Blanche da linha deles….são muito boas também.

Para nós, a melhor cerveja que provamos foi a Organge Mécanique, uma cerveja influenciada pela escola belga. Uma tripel com a adição de mel orgânico produzido na própria região.

Uma cervejaria muito interessante que ainda vai fazer muito sucesso no mundo cervejeiro artesanal.

A região da Alsácia é muito bonita e vale a pena visitar não somente pelas belas cidades, mas também pelas suas cervejas. Elas não tem o glamour belga ou a tradição alemã, mas vale muito a pena!

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